Revelação do Flamengo, Douglas Baggio sonha com pênalti na Copa
Com sobrenome em homenagem ao ex-jogador, atacante de 17 anos tem 36 gols no ano, desperta interesse de europeus e já sofre assédio feminino

primeira vez (Foto: Janir Júnior / Globoesporte.com)
- Já tem muito assédio. No Facebook, todas vêm falar comigo, fico sem
entender, mas eu procuro evitar. Aparecem muitas meninas do Rio
procurando saber se jogo no Flamengo, já sei que é maria-chuteira, então
evito falar. Ainda não namoro, estou solteiro, meu foco é jogar bola –
afirmou Douglas Baggio, que por trás do sobrenome famoso guarda uma
história curiosa e sonha com um futuro promissor depois de despertar
interesse de clubes europeus.
Na final da Copa do Mundo de 94, entre Brasil e Itália, seu João Amaro
fez uma promessa para a mulher. Caso Roberto Baggio perdesse sua
cobrança na disputa por pênaltis, o filho ganharia o sobrenome do famoso
craque. O italiano isolou sua cobrança, o locutor Galvão Bueno vibrou
ao microfone aos gritos de “é tetra” e o menino que viria a nascer no
dia 2 de fevereiro de 1995 foi batizado de forma antecipada.
- Me amarro que me chamem de Baggio. Meu pai adora, foi ele quem
colocou esse sobrenome. Várias pessoas perguntam o motivo do nome e
respondo na boa. Foi uma homenagem por ele ter perdido o pênalti na Copa
do Mundo. Meu pai disse que, se ele perdesse, seria meu sobrenome.
Então, foi a felicidade pela vitória e pelo nome – recordou o jogador.

- Às vezes, me preocupo, porque, se perder, sempre vem alguém falar que
é por causa do sobrenome. Mas não é um peso. Em 2009, na final do
Pernambucano infantil, perdi na decisão por 5 a 4 para o Sport. Fui eu
que perdi, ouvi muitas coisas, mas acontece, é da vida. Mas em 2012 fiz
os sete pênaltis que cobrei – destacou o jogador, que nasceu em Jaboatão
dos Guararapes, no bairro de Três Carneiros.
Depois do Santa Cruz, Douglas Baggio chegou ao CFZ do Rio, em 2010. Na
ocasião, o Rubro-Negro tinha uma parceria com o clube, e o garoto se
transferiu para o Flamengo. Ele é tido como uma das grandes promessas
das divisões de base e já foi observado por Real Madrid e Barcelona.
- Apareceram vários times europeus atrás de mim, o sonho de qualquer um
é ir para Europa, mas meu foco é no Flamengo – disse o atacante.
Douglas Baggio mora no Ninho do Urubu. Treina pela manhã e estuda à
noite. Em vez das tradicionais massas italianas, gosta mesmo é de
galinha guisada, arroz, feijão e do cuscuz que mãe e avó preparam quando
ele consegue um tempo para visitar a família no Recife.
- Sou tranquilo, treino bastante e procuro fazer as coisas certas. Ligo
muito para minha família, é difícil ficar longe. Sinto saudade das
pessoas que amo. São dois anos no Rio – disse o jogador.
de Paulo Nunes (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
- Foi uma experiência boa. Fiz um bobinho, aí o Renato Abreu colocou o
apelido de Paulo Nunes. Quando acabou o treino, fui para o vestiário, o
Ronaldinho chegou para mim e falou: “valeu, Paulo Nunes”. Pô, o
Ronaldinho falou comigo. Dei um valeu também. Acho que o apelido foi por
causa da cor de cabelo. Meu empresário diz que sou surfista, mas nunca
vou subir numa prancha – disse o atacante.
Com os pés firmes no chão, Douglas Baggio conheceu o calçadão de Copacabana na semana passada e viu as ondas de longe.
- Escuto muito falar de Copacabana, legal a areia, o lugar. Espero pisar mais vezes no calçadão para conhecer melhor – afirmou.
O sonho para o futuro é ambicioso e remete ao seu sobrenome, mas com um final feliz.
- Penso em Copa do Mundo, é um sonho de todo jogador. Espero chegar à
Seleção e, se tiver um pênalti, vou chamar a responsa para bater. Se
fizer, será só alegria para a família – completou o garoto.
Caso o sonho vire realidade, Copacabana nunca mais será a mesma para o Baggio do Recife.
Fonte: globoesporte.com
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